CASCAIS TORNOU-SE "LAVANDARIA" DE BRANQUEAMENTO, TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS E CORRUPÇÃO






As autoridades que investigam os “crimes de colarinho branco” não têm muitas dúvidas: Cascais transformou-se nos últimos anos numa “enorme lavandaria” de branqueamento de capitais, tráfico de influências e corrupção.


Conscientes da realidade, Ministério Público e Unidade Nacional Contra a Corrupção da Policia Judiciária (PJ) afirmam-se “atentos ao polvo” que, suspeitam, "tem vindo a instalar-se em Cascais".

A recente operação “Rota do Atlântico” é apenas uma ponta do enorme icerbeg de crimes de “colarinho branco” que, infelizmente, colocam “Cascais na rota da grande e complexa corrupção e criminalidade económica organizada”, garantiu, a Cascais24, a mesma fonte.


Neste momento, soube, ainda, Cascais24, a brigada anticorrupção da PJ, sob supervisão do Ministério Público, tem em investigação vários inquéritos. 

Algumas diligências podem mesmo estender-se à autarquia, por forma a apurar-se alegados "facilitismos" na instalação de alguns "operadores económicos" suspeitos em território cascalense.

"Há pessoas e empresas sob investigação", confirmou a Cascais24 fonte da brigada anticorrupção da Judiciária, escusando-se, no entanto, a adiantar pormenores, pois "nestas circunstâncias, o segredo é o elemento surpresa e dele pode depender o sucesso ou o fracasso" de uma qualquer investigação.

A operação "Rota do Atlântico" foi o mais recente golpe desferido pela PJ e pelo Ministério Público, que atingiu algumas figuras conhecidas do grande público.

Milhões suspeitos a serem investidos, outros tantos bem guardados numa mansão  com proteção blindada da Quinta da Marinha e outros a entrar e sair através do Aeródromo Municipal de Tires, são alguns dos ingredientes iniciais de um folhetim de uma complexa investigação em que, para já, surgem indiciados José Veiga, Paulo Santana Lopes, a advogada Maria Luísa Barbosa e o antigo presidente do SLBenfica, Manuel Damásio – o homem por detrás do novíssimo e luxuoso Hotel Intercontinental (antigo hotel Atlântico) no Monte Estoril, inaugurado em Dezembro último, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais Carlos Carreiras.

Nesta "Rota do Atlântico" os inspetores da PJ apontam como alvo o Hotel Intercontinental do Estoril, cuja aquisição por parte de Veiga pode ter servido como forma de lavar cerca de 500 milhões que circularam pelas contas do antigo empresário de Luís Figo nos últimos cinco anos. 


A suíte do próprio Manuel Damásio no “Intercontinental” foi alvo de buscas judicialmente autorizadas.


MILHÕES EM MANSÃO COM PORTAS BLINDADAS

Branqueamento de capitais, tráfico de influências, participação económica em negócio e fraude fiscal, constituem os crimes em causa na complexa investigação em que José Veiga surge como principal arguido e, atualmente, em prisão preventiva e que, mais recentemente, levou à detenção de Manuel Damásio, entretanto interrogado e libertado com TIR e com a proibição de contatar outros arguidos no inquérito.


Em causa estarão negócios no Congo cujos lucros seriam aplicados na compra de vários bens em Portugal, sobretudo na Costa do Estoril. 


Veiga, que chegou a ser o maior empresário do futebol mundial, tinha, inclusivamente, uma mansão de resguardo na Quinta da Marinha, onde os inspetores da PJ resgataram cerca de oito milhões de euros.


A mansão possuía portas blindadas no seu interior e o dinheiro estava num cofre-forte. A chave estaria na posse de Paulo Santana Lopes, irmão do antigo Primeiro-ministro José Santana Lopes e atualmente Provedor da Santa Casa da Misericórdia.



















Enviar um comentário

0 Comentários