Calção cor de rosa denuncia ladrões de Leste que andavam a furtar telemóveis nas esplanadas de Cascais

Por Valdemar Pinheiro

16.08.2016
Os dois homens, suspeitos de andarem a furtar telemóveis nas esplanadas de Cascais, detidos por agentes da 50ª Esquadra da PSP, conforme Cascais24 avançou em primeira mão, são de países de Leste e um deles, inclusivamente, foi denunciado pelos calções cor de rosa, que envergava.

Os suspeitos, um jovem romeno, de 22 anos, e um moldavo, de 32 anos, este a viver em Portugal há, pelo menos, dois anos, são suspeitos de terem praticado cinco furtos num curto espaço de tempo, de que foram vítimas veraneantes nas esplanadas de Cascais.

Os dois alegados larápios foram intercetados, identificados e detidos em tempo recorde pelos policias, numa altura em que planeariam abandonar Cascais num veículo, entretanto alugado e no interior do qual foram resgatados cinco telemóveis, todos topo de gama.

Aos agentes, para além de terem resgatado os telemóveis, não terá sido difícil, se duvida houvesse, de estarem na presença dos suspeitos, na medida em que uma das vítimas tinha referenciado um deles como envergando calções cor de rosa, o que veio a confirmar-se.

A PSP de Cascais conseguiu devolver às vítimas três dos cinco telemóveis resgatados, mas dois outros continuam à guarda da polícia, à espera que os donos apareçam para formalizar queixa, disse, a Cascais24, fonte policial.

As autoridades, por outro lado, não excluem a forte possibilidade dos dois suspeitos integrarem um grupo mais vasto, especializado neste furto, dado que, entre o espaço temporal que mediou entre os furtos e a interceção policial, todos os cartões tinham, entretanto, desaparecido dos aparelhos.

Modus operandi

A atuação dos larápios passa por abordarem as vítimas nas esplanadas, pedirem dinheiro a vários pretextos, enquanto, simultâneamente, colocam panfletos, que transportam, sobre os telemóveis que as vítimas têm nas mesas.

Foi o que aconteceu com as cinco vítimas nas esplanadas de Cascais, mas o que, segundo Cascais24 soube, também tem acontecido na baixa e outros locais históricos da capital.

Ao despedirem-se das vítimas, com ou sem dinheiro, os larápios pegam nos panfletos e no telemóvel e afastam-se a passo apressado para não voltarem a ser vistos.

Quando as vítimas dão conta de que o telemóvel desapareceu, muitas das vezes é tarde demais, o que não foi, por acaso e graças à pronta ação da PSP, os casos registados em Cascais.
 
A PSP alerta, entretanto, para a necessidade, nesta época estival, de turistas nacionais e estrangeiros e até residentes acautelarem os seus bens pessoais, sobretudo em locais de grande movimento de pessoas.

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