Assalto com reféns a residêncial no Estoril

Por Redação CASCAIS24

17.12.2016

Uma residencial, no Estoril, foi tomada de assalto por dois encapuzados que, esta quinta-feira, à tarde, fizeram reféns duas pessoas e fugiram com 200 euros.

Segundo noticia este sábado o CM, dois homens, encapuzados e um deles empunhando uma arma de fogo, subiram os cerca de 20 degraus até à receção da residencial Casa Prata, e dominaram uma funcionária, de 57 anos, à qual terão apontado uma pistola, exigindo a entrega de dinheiro, que estava no cofre.

Inicialmente, a mulher foi levada para a cozinha e ameaçada.

No entretanto, chegou um sobrinho, de 38 anos, que estranhou a porta de entrada da residencial estar fechada e tocou à campainha.

Foi um dos assaltantes que lhe abriu a porta, ao mesmo tempo, avança, ainda, o CM, um terceiro comparsa, que estaria no exterior, provavelmente a vigiar, empurrou a vítima para o interior da residencial, fechando-a de seguida num dos 17 quartos.

Os assaltantes acabaram por encontrar o dinheiro – cerca de 200 euros, que roubaram -  e, antes de fugirem, trancaram a mulher no mesmo quarto.

Tia e sobrinho lograram libertar-se cinco minutos depois, através de uma janela e acionaram a PSP do Estoril.

A investigação está a cargo da brigada Antirroubo da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo.

Cascais24 contatou este sábado a residencial, mas quem atendeu afirmou “não saber de nada” e desligou sem qualquer hipótese de diálogo.

Situada num edifício antigo, na rua da Escola, no Estoril, a residencial Casa Prata é uma das mais antigas da Costa do Estoril.

Foi nesta residencial que, a 6 de julho de 1996, foi detido por agentes da Polícia Judiciária (PJ) o adepto da claque dos “No Name Boys", autor do lançamento mortal do "very light" que, a 18 de maio daquele ano, no final da taça de Portugal, no Estádio Nacional, matou o adepto do Sporting Rui Mendes, 36 anos. Bo

Encontrava-se hospedado com a falsa identidade de Ricardo Palmeiro, segundo um passe social combinado da Rodoviária de Lisboa e CP, que os agentes da PJ encontraram na sua posse.

Mais tarde, foi considerado culpado e acabou condenado a quatro anos de prisão por negligência grosseira, com o tribunal de Oeiras a considerar que lançou o "very light" propositadamente para a bancada adversária, mas sem intenção de matar.





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