Gang do Audi faz explodir dois Multibancos na Parede

Por Redação CASCAIS24
Menos de uma hora depois, CASCAIS24 noticiava, em ALERTA, o ataque noturno à ATM na Parede

03.11.2016
A Polícia Judiciária (PJ) parece não ter dúvidas: o gang que, esta quinta-feira, de madrugada, fez explodir o ATM junto ao Centro de Saúde da Parede, conforme CASCAIS24 noticiou menos de uma hora depois do ataque com gás, pode ser o mesmo que, em julho, fez o mesmo na caixa Multibanco no Murtal. Só estes dois "golpes" noturnos do grupo que tem vindo a estender a sua ação a outras regiões da Grande Lisboa terão rendido mais de 60 mil euros.

Esta quinta-feira, pouco antes das cinco horas da manhã, quatro desconhecidos, fazendo-se transportar num veículo, marca Audi, cor escura - marca e cor prediletas do gang- fizeram explodir o terminal ATM do Montepio, à entrada do Centro de Saúde da Parede, na avenida José Elias Garcia.

Como sempre, a atuação profissional do gang foi muito rápida e os assaltantes colocaram-se em fuga, levando consigo cerca de 30 mil euros. A caixa tinha sido abastecida poucas horas antes.

Para além de ter destruído por completo toda a estrutura da ATM, a explosão provocou danos em vidros de janelas de um gabinete, instalado no acesso ao Centro de Saúde.

Ao contrário de suspeitas iniciais, é possível que o gang tenha fugido por vias interiores e não pela A5 (Auto Estrada de Cascais).

Já nos primeiros dias de julho último, cinco encapuzados fizeram explodir uma caixa Multibanco instalada junto a um estabelecimento comercial, entre as avenida Infante D. Henrique e a rua António Seco, no Murtal, Parede.

O gang roubou, também, cerca de 30 mil euros, que constituiriam o "depósito" feito algumas horas antes por uma empresa de segurança de transportes de valores.

Também o veículo de fuga utilizado no ataque foi um Audi, cor escura.

Entretanto, há quem atribua a este grupo, organizado e que, aparentemente atua dividido em pequenos grupos, cerca de nove ataques a caixas Multibanco, em mês e meio na região Metropolitana de Lisboa e distritos vizinhos.

No rasto do gang estão inspetores da Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária (PJ) - o departamento especializado pela criminalidade mais violenta.


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