OPINIÃO de quem sabe

Adolescente brasileiro liderava gang que assaltava nos comboios, gares e escolas

Por Cascais24

12.08.2016
Um jovem brasileiro, de 17 anos, suspeito de ser o líder do gang que praticou 36 roubos violentos contra pessoas em comboios, nas gares e no interior e imediações de estabelecimentos de ensino no concelho de Cascais, viu confirmada a prisão preventiva, confirmou, a Cascais24, fonte judicial.

Três outros suspeitos de integrarem o perigoso gang terão "favorecido da benevolência" do juiz de Instrução Criminal, dado serem todos jovens e saíram em liberdade.

A dois deles foi decretada a medida de coação de apresentações diárias e a um outro apresentações três vezes por semana.

Este perigoso gang foi desmantelado por agentes da brigada Antirroubo da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, vulgo "Furões".
Iniciada em fevereiro último, a investigação culminou esta quarta-feira, de manhã, com a detenção dos quatro suspeitos, de 17 e 21 anos, durante cinco buscas nos bairros da Torre, Assunção e no Pai do Vento.

Na operação foram confiscadas armas brancas, um sabre, um bastão e alguns gramas de haxixe.

Os quatro suspeitos fazem parte de um gangue de 7 elementos, que começou a ser desmantelado em meados de março último.

Nesta altura, os investigadores criminais detiveram um homem, de 37 anos, com antecedentes por roubo e 10 anos de prisão cumpridos. 

Um outro suspeito, um jovem de 20 anos, também com antecedentes por roubos, foi então detido. Os dois encontram-se, desde então, em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Caxias.

FORAGIDO EM INGLATERRA

Um sétimo membro do grupo, soube, entretanto, Cascais24, encontra-se foragido no estrangeiro, havendo noticia de que possa estar em Inglaterra desde há alguns meses. A sua captura e extradição depende agora das formalidades judiciais.

O gangue é suspeito de ter protagonizado 27 crimes de roubo, oito agravados e um de coação agravada, este último na pessoa de uma menor que, depois de assaltado, foi coagido a desistir da queixa.

As vítimas do grupo eram escolhidas pelo seu aspeto vulnerável, na maioria jovens franzinos, as quais eram ameaçadas com armas brancas, seringas ou coação física e forçadas a entregar dinheiro, telemóveis ou outros valores de posterior fácil transação.

Reportando-se a este perigoso gangue, fonte policial considerou que "a investigação, a cargo de agentes experientes, destacados na área criminal da PSP de Cascais, desferiu, com sucesso, um rude golpe num grupo que vinha lançando o pânico nas áreas onde atuava".

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