MÃE DE BEBÉ MORTO À FACADA PELO PAI DEPÕE EM CASCAIS

Por Cascais24

14.02.2016
Maria Lúcia Ferreira, a mãe do bebé Henrique, de seis meses, morto pelo pai com facadas no coração, em Linda-a-Velha, concelho de Oeiras, em abril do ano passado, depõe esta segunda-feira à tarde, como testemunha, no julgamento que está a decorrer no Tribunal Judicial de Cascais.
 
Na primeira audiência, João Barata, 34 anos, remeteu-se ao silêncio, não prestando declarações ao tribunal de Júri de Cascais, enquanto o seu advogado, Abílio Pinto, afirmou “acreditar na sua inocência”.
 
O Ministério Público (MP) sustenta que João Barata matou o filho em retaliação contra a sua ex-companheira, mãe do bebé, a qual pretendia pôr fim à relação, depois de descobrir que o arguido mantinha o consumo de álcool.
“A vítima estava, nesse dia, a cargo do arguido, que executou os factos mantendo o contacto por telefone com a mãe do bebé. Depois de esfaquear a vítima, e deixando-a assim em casa, abriu os bicos de gás do esquentador e do fogão da casa e saiu”, sustenta a acusação.
Em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa, João Barata está acusado de homicídio qualificado, explosão e incêndio, profanação de cadáver e homicídio, todos estes crimes na forma tentada, além de um crime de tráfico de estupefaciente.
Na primeira sessão de julgamento, perante o tribunal de júri de Cascais, formado por oito cidadãos, João Barata manteve-se sempre sereno e cabisbaixo, não manifestando, sequer, qualquer emoção enquanto era lida a acusação do Ministério Público.
Na audiência, perante o colectivo e o júri foram ouvidas três testemunhas, uma inspectora da Polícia Judiciária (PJ), um agente e um chefe da PSP que, na altura, tomaram conta do caso, que teve por palco um apartamento da Rua das Biscoiteiras, em Linda-a-Velha.
Já o advogado do arguido, Abílio Pinto, na sua intervenção assegurou “acreditar na inocência” do cliente, que defende juntamente com dois colegas e a ajuda de uma psicóloga.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Abílio Pinto garantiu que “o arguido não é um monstro”, antes um “cidadão que é inocente até que o rigor da ciência prove que praticou o crime”. Salvaguardou, no entanto, que “acredita na Justiça”.
“Apurar a verdade material”, explicou o causídico, “é o que a defesa pretende”.
 

 

 

Enviar um comentário

0 Comentários