MÃE DE BEBÉ ASSASSINADO REMETEU-SE AO SILÊNCIO

Por Cascais24

15.02.2016
A mãe do bebé Henrique, assassinado em Abril passado, alegadamente pelo próprio pai, João Barata, que está a ser julgado, remeteu-se ao silêncio, esta segunda-feira à tarde, ao ser chamada a testemunhar, como assistente, pelo Tribunal de Cascais.
 
Ao contrário do que era expetável, Maria Lúcia Ferreira não quis prestar declarações ao tribunal que julga o ex-companheiro.
 
 
Também o arguido, João Barata, 34 anos, acusado de esfaquear mortalmente no coração o filho bebé de seis meses, Henrique, em Linda-a-Velha, concelho de Oeiras, tinha-se remetido ao silêncio, não prestando declarações, na primeira audiência de julgamento.
Advogado Abílio Pinto
 
Ainda esta segunda-feira, o advogado do arguido, Abílio Pinto, em entrevista ao programa “Você na TV”, na TVI, voltou a reafirmar “acreditar na inocência” de João Barata, até porque, revelou, “não foram encontradas impressões digitais na faca” encontrada espetada no coração do bebé.
Recorda-se que o Ministério Público (MP) sustenta que João Barata matou o filho em retaliação contra a sua ex-companheira, mãe do bebé, a qual pretendia pôr fim à relação, depois de descobrir que o arguido mantinha o consumo de álcool.
“A vítima estava, nesse dia, a cargo do arguido, que executou os factos mantendo o contacto por telefone com a mãe do bebé. Depois de esfaquear a vítima, e deixando-a assim em casa, abriu os bicos de gás do esquentador e do fogão da casa e saiu”, sustenta a acusação.
Em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa, João Barata está acusado de homicídio qualificado, explosão e incêndio, profanação de cadáver e homicídio, todos estes crimes na forma tentada, além de um crime de tráfico de estupefaciente.
Na primeira sessão de julgamento, perante o tribunal de júri, formado por oito cidadãos, João Barata manteve-se sempre sereno e cabisbaixo, não manifestando, sequer, qualquer emoção enquanto era lida a acusação do Ministério Público.
Na audiência, perante o colectivo e o júri, em Cascais, foram ouvidas três testemunhas, uma inspectora da Polícia Judiciária (PJ), um agente e um chefe da PSP que, na altura, tomaram conta do caso, que teve por palco um apartamento da Rua das Biscoiteiras, em Linda-a-Velha.
O julgamento continua na próxima quinta-feira.

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