23.05.2016
O principal arguido dos confrontos registados em março do ano passado, no bairro da Cruz
Vermelha, em Alcoitão, na freguesia de Alcabideche, durante os quais
dois militares da GNR foram violentamente agredidos, foi condenado a 7 anos de prisão, esta segunda-feira, por um coletivo do tribunal de Cascais.
Os restantes arguidos ficaram com as respetivas penas suspensas, segundo o acórdão lido esta segunda-feira.
Até agora em prisão preventiva, o principal arguido, um
jovem de 20 anos, tinha-se manifestado “arrependido” durante o julgamento, mas o procurador considerou que
"agiu com o propósito de atentar contra a vida do militar da GNR e de causar
a sua morte" e, por isso, deverá ser condenado por todos os crimes que lhe
estão imputados.
Nas alegações finais, o procurador
afirmou que, "produzida a prova, o Ministério Público
considera dar como assente que os arguidos desobedeceram a ordem
policial e sabiam que estavam a incorrer na prática de um crime".
Já a defesa do arguido disse que
o jovem está "verdadeiramente arrependido, cumpriu pena suficiente, tem
tido um comportamento prisional irrepreensível" e está à espera de iniciar
uma vida nova "longe de conflitos" quando sair em liberdade.
Por sua
vez, a defesa dos militares da GNR reconheceu que "uma pena de prisão
suspensa ainda é possível", mas que deve ser paga uma indemnização.
Na primeira
audiência de julgamento, o jovem disse querer "assumir a sua
responsabilidade" e que estava "completamente arrependido".
"Gostava, se pudesse, de remediar a situação. E devo um pedido de
desculpas aos militares da GNR. Já passou tempo suficiente para pensar nos
erros que cometi e só quero mostrar que estou arrependido", assegurou ele,
perante o coletivo de juízes.
Durante os incidentes registados em março do ano passado, no Bairro da Cruz Vermelha, um dos militares, de 27 anos, do Subdestacamento de Alcabideche, foi agredido com uma barra de ferro na cabeça, "ficou totalmente incapacitado para o trabalho durante 73 dias" e o outro militar, de 30 anos, do Subdestacamento de Sintra, "esteve 10 dias impossibilitado de trabalhar" depois de, na altura, ter sido suturado com 5 pontos na cabeça no Hospital de Cascais.


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