28.06.2016
Cascais estava na rota do recrutamento e transporte à margem da Lei de cidadãos búlgaros, radicados no concelho, para trabalhos agrícolas no Baixo Alentejo, num esquema em que surge como líder um empresário também de nacionalidade búlgara, de 51 anos, agora constituído arguido, confirmou, a Cascais24, o tenente coronel Paulo Messias, da Unidade de Ação Fiscal (UAF), da GNR.
Numa operação desencadeada por aquela Unidade, apoiada pelo Destacamento Territorial de
Odemira, do Comando Territorial de Beja, foi realizada na sexta-feira passada uma fiscalização ao transporte
ilegal de migrantes, tendo sido constituído arguido um "operador
económico estrangeiro, dedicado ao transporte internacional de
passageiros".
A
ação da GNR envolveu seis buscas à empresa, com sede em São Teotónio (Odemira), bem como
em Lagos, Viseu e em Cascais, regiões onde o empresário búlgaro garantia o transporte
de forma ilícita,
de grandes grupos de emigrantes da mesma nacionalidade para o
litoral alentejano.
Para
além de não possuir qualquer tipo de licenciamento obrigatório,
atendendo ao disposto em legislações comunitárias e nacionais relativas
aos transporte de passageiros,
colocando, assim, em risco a vida dos seus tripulantes e outros utentes
da via, o empresário búlgaro não declarava À Autoridade Tributária qualquer rendimento gerado em território nacional.
Nas buscas realizadas foram confiscadas 30 cadernetas de bilhetes de autocarro, 50 maços de tabaco e seis garrafas de bebidas alcoólicas sem estampilha, bem como dois computadores portáteis.


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