PJ INVESTIGA JOVEM DE CASCAIS ESFAQUEADO NA COVA DA MOURA ANTES DE ATENTADO A TIRO



28.03.2016
A Polícia Judiciária (PJ) está a procurar apurar até que ponto a agressão a um jovem, a residir em S. Domingos de Rana, Cascais, esfaqueado durante uma festa, este domingo de Páscoa, à tarde, no bairro da Cova da Moura, está relacionado com o atentado, a tiro, lançado cerca de uma hora depois e levado a cabo por dois desconhecidos, que veio a culminar na morte de um cidadão caboverdiano, de 28 anos, e causou ferimentos graves num outro, de 26 anos, naquele bairro do concelho de Amadora, soube Cascais24.

E.P.M, de 25 anos, a viver num bairro social de S. Domingos de Rana, foi golpeado no sobrolho e numa orelha, tendo dado entrada no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, pelas 19h41. Passou pela triagem e foi visto por um médico de serviço. Porém, pelas 21h00, quando foi chamado para ser suturado, não compareceu à chamada. Tinha, entretanto, abandonado o hospital. É desconhecida a hora exata a que deixou a unidade hospitalar.

Entretanto, pouco antes das 21h00, dois desconhecidos, armados com caçadeiras de canos serrados, atingiram  junto a um café, na rua dos Anjos, no "coração" do bairro da Cova da Moura, os dois homens, um deles o alegado agressor do jovem de S. Domingos de Rana.

"As duas vítimas foram encontradas, feridas, caídas no solo", disse, ao Cascais24 fonte policial, acrescentando que os "disparos levaram o pânico e alguma tensão" às ruas do bairro, pelas quais, àquela hora, "circulariam entre 600 e 700 pessoas".

A vítima mortal, um cidadão caboverdiano, de 28 anos, atingido no pescoço, foi evacuado em ambulância para junto da Esquadra da PSP da Reboleira, onde um médico confirmou o óbito. Posteriormente, foi removido para o Instituto de Medicina Legal, para autópsia.

Já o ferido, em estado grave e também caboverdiano, de 26 anos, foi levado noutra ambulância, acompanhada da Viatura Médica de Emergência de Reanimação (VMER) do Hospital Fernando da Fonseca, para junto da 63.ª Esquadra, de Alfragide, de onde seguiu para o Hospital de Santa Maria. Apresentava ferimentos aos níveis da face, costas e nádega.


A "retirada rápida" dos feridos do bairro para o exterior foi justificado pelas autoridades pela necessidade de "impedir que aumentasse a tensão entre os moradores" e, eventualmente, a situação pudesse degenerar em incidentes.

O cidadão caboverdiano morto a tiro de caçadeira teria antecedentes criminais, com ligações ao tráfico de drogas. 

O atentado, a tiro, contra os dois cidadãos caboverdianos poder-se-á enquadrar num ajuste de contas - linha de investigação que está a ser seguida pelos inspetores da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo, que procura agora identificar e localizar os atiradores.


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