29.01.2016
Uma pequena caixa metálica, contendo menos de uma centena de euros, destinados ao fundo de maneio, desapareceu misteriosamente da área de tesouraria da Polícia Municipal de Cascais, tendo o município ordenado a abertura de um inquérito depois da questão ter sido levantada na última reunião do executivo pelo vereador Clemente Alves, da CDU.
A caixa, explicou ao Cascais24 fonte camarária, encontrava-se depositada num cacifo, mas são desconhecidas as circunstâncias em que desapareceu. A noticia foi avançada esta quinta-feira pelo "Correio da Manhã".
Já o vereador na oposição Clemente Alves, que levantou a questão, considerou, ao Cascais24, tratar-se de um "caso de polícia, que carece de investigação e não apenas da abertura de um inquérito interno".
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| Vereador Clemente Alves |
"As respostas são necessárias também para que cada um dos elementos da Polícia Municipal, composto por homens e mulheres que, no seu conjunto, prezam e defendem a honestidade e a integridade moral do corpo a que pertencem", afirmou o vereador Clemente Alves, segundo o qual "é imperativo o apuramento da verdade" e que "esta seja cabalmente explicada".
A caixa metálica terá desaparecido há cerca de uma semana e a existência de sistemas de videovigilância nas instalações da Polícia Municipal poderão contribuir para identificar o autor do furto.
O departamento de Polícia Municipal de Cascais é comandado desde Outubro último pelo comissário da PSP Carlos Fernandes, que substituiu no cargo o oficial da GNR Carlos Coelho, dirigente da confiança do presidente da Câmara, Carlos Carreiras, e que esteve na origem de algumas polémicas tornadas públicas como, por exemplo, um alegado furto numa loja de roupa de luxo, no Freeport, em Alcochete, há 2 anos, e posteriormente num processo por alegada espionagem informática no próprio departamento, do qual saiu ilibado interna e judicialmente.



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