Especialista italiano em sismos elogia Cascais pela "prevenção e tecnologia de ponta"

Por Redação CASCAIS24

05.11.2016
Fabio Sabetta, diretor do Serviço de Perigosidade e Risco Sísmico da Protecção Civil Italiana, elogiou a Proteção Civil de Cascais pela "prevenção e tecnologia de ponta", durante o encontro "Catástrofes e Ordenamento do Território", que teve lugar esta quinta-feira, na Casa de Histórias Paulo Rego.

Na sua intervenção neste encontro, organizado pela Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais, o conhecido especialista italiano em sismos afirmou que "os meios da proteção civil em Cascais parecem-me estar muito bem" e reconheceu que "técnicas como a microzonificação de Cascais, sobre os efeitos geológicos de amplificação do terreno, parecem-me ser de tecnologia de ponta."

Fábio Sabetta falou, ainda, da importância na especificidade dos materiais de construção dos edifícios na prevenção do risco: "É uma coisa que sabemos fazer - contudo, é preciso muito dinheiro. Em Itália, estima-se que são necessários 2,3 mil milhões de euros. Mas existem outros modos de prevenção muito úteis."

O encontro "Catástrofes e Ordenamento do Território" visou divulgar os projetos desenvolvidos por Cascais na área da proteção civil e lançar o debate sobre prevenção de catástrofes e diminuição dos seus impactos. 

"Em Cascais, preparamo-nos para o pior, esperando o melhor. Mais vale prevenir do que remediar", disse, por sua vez,  Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais - aproveitando o momento para "enviar um abraço fraterno aos nossos amigos italianos, porque todos sofremos com esta sucessão de grandes catástrofes".

No plano de intervenções municipal, Cascais tem vindo a investir em ações de prevenção, designadamente de sensibilização da população, realização de estudos relativos ao potencial impacto de sismos e tsunamis no concelho, instalação de sistemas de aviso e alerta, estudos para definição de caminhos de evacuação e na integração das situações de risco nas cartas de Ordenamento do Plano Diretor Municipal (PDM). 


Carlos Carreiras reforçou a estratégia: "Cascais aposta na prevenção, planeamento e conhecimento rigoroso dos problemas, levando a ideia da prevenção civil para as escolas. Elaborámos recentemente a Carta de Risco de Cheias do Concelho de Cascais: no anterior plano, no caso de catástrofe, tinhamos a indicação de reunir toda a população num determinado local - viemos a determinar que era precisamente o local de maior risco e seria uma irresponsabilidade". Carlos Carreiras assegurou, ainda, que a autarquia continuará a "pôr a prevenção acima de tudo. Continuaremos a dedicar 2 milhões de euros anuais para a prevenção de riscos."

Já Pedro Lopes de Mendonça, comandante operacional do Serviço Municipal de Proteção Civil de Cascais, lembrou as vastas ações desenvolvidas, como "o trabalho intenso na limpeza da floresta, a manutenção de espécies autóctones, a criação de áreas urbanas, a limpeza das linhas de água, a elaboração de medidas de segurança, a participação na elaboração das Cartas de Risco (para sismos e para a orla costeira) e, em 2015, do Plano Municipal de Emergência de Cascais."


Neste seminário, que teve como moderadores Carlos Mata, ex-comandante operacional distrital de Lisboa da Proteção Civil e José Luís Zêzere, professor catedrático, participaram, ainda, como oradores, Vitor Silva, diretor do departamento de planeamento estratégico da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Estibeira, chefe da divisão de planeamento e operações do Serviço Municipal de Proteção Civil, André Fernandes, 2.º comandante operacional distrital de Lisboa da Proteção Civil, André Trindade, analista de sistemas de informação geográfica e Joana Carvalho, engenheira geológica.

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