RAPTADO EM ALCABIDECHE DESAPARECEU POR RECEIO DE REPRESÁLIAS

20.03.2016
O homem raptado em Alcabideche na segunda-feira da semana passada e libertado no mesmo dia por agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Cascais, esteve 24 horas dado como desaparecido, mas, afinal, os receios de que pudesse ter sido, de novo, raptado, revelaram-se falsos, tendo os inspetores da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ, entretanto chamados a investigar, apurado que estava "ausente, em lugar de recuo voluntário", por alegado receio de eventuais represálias, apurou Cascais24.

O "misterioso" desaparecimento foi participado pela própria namorada, preocupada, com a falta de contato e, inclusivamente, por o telemóvel do homem estar desligado.


Menos de 24 horas depois do alerta, os inspetores daquela unidade especial da PJ acabaram por localizar o homem, um cidadão lusoafricano, a viver há alguns meses com a namorada no bairro da Torre, em Cascais.

"Encontra-se em lugar perfeitamente sinalizado", assegurou, a Cascais24, fonte da PJ.

Conforme Cascais24 noticiou, o homem foi atraído a um encontro com três indivíduos, em Alcabideche, aparentemente com a intenção de um deles, entretanto em prisão preventiva, cobrar uma divida de 300 euros relacionada com um veículo.

Foi agredido e forçado a entrar no veículo dos raptores e levado para junto da residência do alegado principal mentor do rapto - um bairro social em Bicesse, na freguesia de Alcabideche, onde os policias de Cascais, entretanto alertados pela namorada, que foi recebendo sms por telemóvel, o lograram resgatar e deter os três alegados raptores.










Um deles, com antecedentes, acabou por ver confirmada a prisão preventiva, tendo recolhido ao Estabelecimento Prisional de Caxias. Os outros dois foram libertados, com Termo de Identidade e Residência (TIR).

No dia seguinte, em declarações à rubrica Atualidade Criminal, de Hernâni Carvalho, no programa "Queridas Manhãs", da SIC, a mulher do principal suspeito afirmou que "quem devia estar preso era a vítima e não o marido", tendo mesmo argumentado que "nunca houve rapto, que o marido só queria que o indivíduo lhe devolvesse o carro emprestado" e com o qual, inclusivamente, teria chegado "a atropelar uma pessoa no Algarve". 


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